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Somos uma OSC sem fins lucrativos, localizada no município de Pirapora-MG, fundada no ano de 1964, por Maria Curtinha, e reconhecida pelo Ministério da Cultura e Cidadania como ponto cultural se enquadrando nos critérios estabelecidos na lei Cultura viva (13.018/2014) que comprova o nosso desenvolvimento e articulação de atividades culturais que promovem o direito à cidadania e diversidade dentro da comunidade piraporense lutando pela igualdade de gênero, raça e religião.

De onde viemos?

Fundado em 11 de agosto de 1964, com o nome de Centro Espírita Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Casa Verde Odejun), localizado no bairro Nossa Senhora Aparecida, às margens do Rio São Francisco, em Pirapora, a atual Casa de Cultura Afro e Casa de Candomblé Ilê Axé Odejum há mais de 50 anos vem promovendo e preservando a cultura negra. A fundadora Maria Josina dos Santos, conhecida como Maria Curtinha, nascida em Pernambuco, criada em Juazeiro, vindo de sua cidade de criação  para Pirapora no ano de 1950, nas antigas embarcações que percorriam o rio São Francisco. Aqui e posteriormente na Bahia, iniciou-se no Candomblé. Filha dos Orixás Oxossi, Oxum e Xangô, Maria Curtinha dedicou sua vida a preservar a cultura negra e ajudar aos que buscavam apoio na religião.

Nossa história…

Maria Curtinha chegou em Pirapora  no ano de 1950 atracada a gaiolas, em embarcações que cruzavam o Velho Chico de uma ponta a outra, situação comum ao povo negro da época. Ao chegar na cidade de Pirapora, identificou com olhos sensíveis às necessidades do povo barranqueiro e periférico da época, com isso, iniciou a difusão de trabalhos pessoais, espirituais e comunitários sempre com muita convicção na sua crença. Próxima às águas do Velho Chico, Maria curtinha iniciou sua história de resistência e compromisso social com os moradores do bairro e da cidade. A população do bairro enxerga a Casa de cultura como uma aliada ao processo de desenvolvimento humano, identitário, espiritual, cognitivo, cultural e social.

Nos dias de hoje…

Hoje sob a coordenação de Rosinalva Teixeira, que foi a responsável pela reativação e consolidação das atividades sociais e religiosas da então designada e registrada, a Casa de Cultura Afro Gerais e também Ilê Axé Odejum, casa candomblecista da Nação Ketu, da linhagem do Axé Apô Afonjá (uma das casas de Candomblé mais antigas e tradicionais do país), além do culto aos Orixás, também conta com inúmeros projetos sociais como bazares, distribuição de cestas básicas, aulas de capoeira para crianças carentes, festas tradicionais da cultura negra, entre outros. Mas, infelizmente, por ausência de recursos às atividades socioculturais tornaram-se limitadas, e algumas até erradicadas.

Yalorixa Rosinalva de Yemanjá-Presidente da Casa de Cultura Afro Gerais